Relações entre controle inibitório e ansiedade no contexto da obesidade

obesity

Amer C. Hamdan1 & Marjorie R. Wanderley1
¹ Universidade Federal do Paraná, Brasil

A obesidade é uma condição multivariada de alta incidência na população brasileira, com diversas comorbidades, cujos fatores ainda não são totalmente conhecidos. Estudos recentes têm investigado a relação entre obesidade e funções neuropsicológicas específicas, tais como: integridade cognitiva geral, inteligência, habilidade visuoespacial, habilidade visuomotora, funções atencionais, memória e funções executivas. Esta pesquisa investigou se existe uma relação entre obesidade, ansiedade e controle inibitório. A amostra total contou com 32 participantes: n=16 com obesidade, com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30kg/m2, e n=16 indivíduos saudáveis, com IMC entre 18,5 e 25 kg/m2. Para avaliação do controle inibitório e da ansiedade foram utilizados os seguintes instrumentos: Escala de Impulsividade de Barrat (BIS 11), Escala de Comportamento Impulsivo (UPPS), Inventário de Ansiedade de Beck (BAI), Inventário de Ansiedade Estado (IDATE-E) e a Inventário de Ansiedade Traço (IDATE-T). Os participantes com obesidade possuem uma ansiedade mais elevada e um controle inibitório mais fraco em relação aos participantes saudáveis. Foi observada uma forte associação inversa entre ansiedade e o controle inibitório. Estes resultados apontam para a importância de levar em conta aspectos cognitivos na avaliação, prevenção e tratamento da obesidade, com a inclusão de treino cognitivo de controle inibitório e controle da ansiedade nos programas de perda de peso.
Palavras-chaves: obesidade, ansiedade, controle inibitório, avaliação neuropsicológica.

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Quando o senso comum contradiz a ciência

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Será que o Facebook faz bem para a saúde? Prolonga a vida? Pelo menos é o que podemos inferir da matéria publicada no site G1. Estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Diego (EUA) chegou a esta conclusão depois de analisar milhares de perfis de usuários da rede social Facebook e associar com registros médicos.  Esta matéria me faz lembrar do meu velho professor de estatística, que dizia: “associação entre variáveis não implica em causalidade”, ou seja,  “uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”. Sábias palavras. Este é um bom exemplo, quando o senso comum contradiz a ciência.

Veja a matéria completa:

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2016/11/estudo-vincula-uso-do-facebook-com-maior-expectativa-de-vida.html