Avaliação neuropsicológica da atenção concentrada, flexibilidade cognitiva e velocidade de processamento no Diabetes Mellitus Tipo 2

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Mariana Faoro, Amer Cavalheiro Hamdan

 

Resumo

O Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) vem se tornando uma doença cada vez mais frequente nos últimos anos. Pesquisas recentes têm evidenciado a relação desta patologia com alterações no sistema nervoso e nas funções cognitivas. O objetivo da presente pesquisa foi avaliar a atenção concentrada, a velocidade de processamento e a flexibilidade cognitiva em pacientes com DM2. Foram recrutados 34 participantes, divididos em três grupos: Um grupo saudável (n=13) e dois grupos clínicos com DM2, um subgrupo com glicemia compensada (n=10) e o outro com glicemia descompensada (n=11). Foram aplicados os seguintes: (a) Triagem: Questionário de Avaliação Geral e Mini Exame do Estado Mental. (b) flexibilidade cognitivas: Teste de Fluência Verbal e Teste das Trilhas. (c) atenção concentrada: Teste Hayling e Teste de Atenção Concentrada (TEACO-FF), (d) Velocidade de processamento: Procurar Símbolos e Códigos, do WAIS-III. Os resultados evidenciaram diferenças dos grupos clínicos em relação ao grupo saudável na atenção concentrada e velocidade de processamento, mas não em relação a flexibilidade cognitiva. É possível concluir que o monitoramento cognitivo é importante para a manutenção da saúde geral e a prevenção de doenças neurodegenrativas na DM2.
Palavras-chave: Diabetes Mellitus Tipo 2, controle glicêmico, avaliação neuropsicológica, funções cognitivas, atenção concentrada.

Texto completo: aqui

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Abertura do Processo seletivo do Mestrado em Psicologia da UFPR

O PPGPSI lançou ontem (15/8) o edital 01/2017 referente a abertura do Processo Seletivo 2017 para o Mestrado em Psicologia. Ao todo serão disponibilizadas 56 vagas. As inscrições serão realizadas entre os dias 21 de agosto a 20 de setembro. As inscrições serão realizadas online.

Edital na Íntegra em:

http://www.humanas.ufpr.br/…/f…/2017/08/EDITAL-01-2017-2.pdf

Neuroética: a institucionalização da ética na neurociência

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Os recentes avanços na neurociência suscitam inúmeras questões éticas. Neuroética é o estudo dos avanços éticos, legais e sociais em neurociência. Apesar de ser uma disciplina desenvolvida recentemente, a neuroética tem uma longa tradição histórica. A preocupação com questões éticas na neurociência é antiga e remonta às tradições filosóficas e científicas que originalmente tinham procurado compreender a relação entre cérebro e comportamento. Mais recentemente, o campo da neuroética surgiu no contexto do debate público e acadêmico sobre os efeitos dos avanços decorrentes da neurociência. No contexto atual, as inovações tecnológicas, que surgiram do crescimento da pesquisa em neurociência, levantaram novos dilemas éticos. Este artigo tem como objetivo analisar o curso histórico da ética no campo da neurociência, especificamente a recente institucionalização da neuroética.

Artigo publicado na Revista Bioética, para acessar o artigo completo clik aqui

Desempenho cognitivo de pacientes diabéticos tipo II em tratamento com insulina

Daniela V. Bavaresco1, Natalia C. Ferreira1, Tamires R. Pacheco3, Luciane B.
Ceretta
1,2, Lisiane T. G. Bitencourt1,2, Priscyla W. T. A. Simões1,2, Karin M. Gomes1,3,
Graziela Amboni
1,3

O Diabetes Mellitus é uma doença crônica que ocorre quando o pâncreas não
produz insulina suficiente, ou o organismo não é capaz de utilizar eficazmente a
insulina produzida. A classificação atual pela Diabetes Mellitus baseia-se na etiologia
e não no tipo de tratamento, os tipos mais frequentes são o tipo 1 I e o tipo 2. O
Diabetes Mellitus tem sido fortemente associado com o dano ao Sistema Nervoso
Central e consequentes déficits cognitivos e a mudanças estruturais e
neurofisiológicas do cérebro. O presente estudo teve como objetivo investigar
possíveis danos cognitivos em pacientes com Diabetes Mellitus tipo II em tratamento
com insulina do Programa de Automonitoramento Glicêmico Capilar, por meio de
testagens neuropsicológicas. Métodos: Estudo censitário, observacional, transversal,
analítico, com abordagem quantitativa. Foram avaliados 37 pacientes diabéticos tipo
II, com idade a partir de 18 anos em uso de insulina e inscrito no Programa de
Automonitoramento Glicêmico Capilar, analisados todos os prontuários, aplicado um
questionário complementar e os testes Wais III e Wisconsin. Resultados: Na análise
da idade e tempo de estudo dos pacientes com o teste Wisconsin a variável
Percentual de Respostas de Nível Conceitual apresentaram diferença considerada
estatisticamente significativa p<0,05. Conclusão: O processo de envelhecimento por
si só traz consigo perda de densidade cerebral e prejuízos cognitivos decorrentes do
envelhecimento, demonstrando ainda uma piora significativa das funções executivas
quando associada a um quadro de DM, conforme mostram nossos resultados.
Palavras-chave: Diabetes Mellitus; Neuropsicologia; Cognição.

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