Novo artigo:Triagem infantil neuropsicológica

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Tipos de revisão da literatura

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Existem vários tipos de revisão da literatura. Elas podem ser: narrativa, sistemática ou integrativa.

A “revisão narrativa” não utiliza critérios explícitos e sistemáticos para a busca e análise crítica da literatura. A busca pelos estudos não precisa esgotar as fontes de informações. Não aplica estratégias de busca sofisticadas e exaustivas. A seleção dos estudos e a interpretação das informações podem estar sujeitas à subjetividade dos autores. É adequada para a fundamentação teórica de artigos, dissertações, teses, trabalhos de conclusão de cursos.

A “revisão sistemática” é um tipo de investigação científica. Essas revisões são consideradas estudos observacionais retrospectivos ou estudos experimentais de recuperação e análise crítica da literatura. Testam hipóteses e têm como objetivo levantar, reunir, avaliar criticamente a metodologia da pesquisa e sintetizar os resultados de diversos estudos primários. Busca responder a uma pergunta de pesquisa claramente formulada. Utiliza métodos sistemáticos e explícitos para recuperar, selecionar e avaliar os resultados de estudos relevantes. Reúne e sistematiza os dados dos estudos primários (unidades de análise). É considerada a evidência científica de maior grandeza e são indicadas na tomada de decisão na prática clínica ou na gestão pública.

A “revisão integrativa” surgiu como alternativa para revisar rigorosamente e combinar estudos com diversas metodologias, por exemplo, delineamento experimental e não experimental, e integrar os resultados. Tem o potencial de promover os estudos de revisão em diversas áreas do conhecimento, mantendo o rigor metodológico das revisões sistemáticas. O método de revisão integrativa permite a combinação de dados da literatura empírica e teórica que podem ser direcionados à definição de conceitos, identificação de lacunas nas áreas de estudos, revisão de teorias e análise metodológica dos estudos sobre um determinado tópico. A combinação de pesquisas com diferentes métodos combi- nados na revisão integrativa amplia as possibilidades de análise da literatura.

 

Fonte: http://www.ip.usp.br/portal/images/biblioteca/revisao.pdf

Universidade de São Paulo – Instituto de Psicologia – Biblioteca Dante Moreira Leite -Av. Prof. De Mello Moraes, 1721 Bloco C – Cep 05508-030 – SP- Tel: 3091-4190

Avaliando da memória visual

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Por Camylla Meneguzzo

Seria possível viajar no tempo? Essa é uma pergunta que possivelmente os físicos buscam responder há muitos anos. Transportar o homem através do tempo pode ser um dos desejos mais interessantes da humanidade. Conhecer o futuro e revisitar o passado certamente seriam experiências excepcionais, mas ainda impossíveis nos dias de hoje. Ou nem tanto.

O cérebro pode ser considerado como o órgão mais fantástico e desafiador do corpo humano. Ele nos permite visitar o futuro, através de ideias revolucionárias, mas também nos leva ao passado, por meios de nossas memórias. Sob esse ponto de vista, não só é possível como fazemos diariamente viagens pelo tempo. Para Tulving (2002) ao rememorar algo, é feita uma viagem mental ao passado, violando assim a lei da irreversibilidade do fluxo do tempo, mesmo que essa façanha ainda não seja possível na realidade física.

O aprendizado diz respeito a uma mudança no comportamento que é resultado da aquisição de conhecimento sobre o mundo, e a memória é o processo por meio do qual esse conhecimento é codificado, armazenado e posteriormente evocado (Kandel, Schwartz, Jessell, Siegelbaum, & Hudspeth, 2014). Ainda segundo os autores, o aprendizado e a memória são fundamentais para o pleno funcionamento e a sobrevivência independente tanto de pessoas quanto de animais (Kandel et al., 2014)

Assim é possível considerar que a memória é uma das funções que definem a singularidade humana. Ela permite o acesso à linguagem, torna os pensamentos coerentes e organiza a história do sujeito (Fuentes, Malloy-Diniz, Cosenza, & Camargo, 2008).

É válido ressaltar que a partir do momento em que uma informação é retida, a sua lembrança posterior não é necessariamente uma cópia exata da informação que foi originalmente guardada. Experiências anteriores são utilizadas no presente como guias que auxiliam o encéfalo a reconstruir um evento do passado. Durante a lembrança, é utilizada uma ampla gama de estratégias cognitivas como comparações, inferências, adivinhações e suposições para produzir uma memória consistente e coerente (Kandel et al., 2014).

No entanto, esse é um processo que aparentemente sofre com o decurso do tempo, uma vez que queixas de memória são comuns em grande parte da população acima dos 60 anos, mas cabe ressaltar que os déficits de memória, quando associados ao envelhecimento, não acontece de forma igualitária em todos os seus sistemas (Freire et al., 2008).

Um dos casos mais famosos da literatura sobre a temática memória, o caso H.M., serve de guia para a compreensão dos mecanismos deste constructo. Kandel et al. (2014) relatam que H.M. (Henry Molaison, nome revelado após sua morte, em 2008), foi estudado pela Psicóloga Brenda Milner e pelo cirurgião William Scoville, pois após procedimento cirúrgico de remoção bilateral da formação hipocampal, amígdala e partes da área associativa multimodal do córtex temporal para o tratamento de epilepsia, o paciente passou a apresentar déficit importante de memória. H.M. manteve preservada a memória de trabalho, a memória semântica, bem como a de longo prazo para eventos anteriores à cirurgia. Este caso indicou a primeira ligação clara entre o lobo temporal medial, incluindo o hipocampo, e a memória, apontando para o papel destas estruturas para a consolidação de novas memórias.

Sobre os sistemas de memória, diversos autores propuseram formas de classificá-los, assim temos hoje o conceito em relação ao tempo de retenção (ultracurta, curto prazo e longo prazo) e suas subdivisões (Fuentes et al., 2008).

Uma das formas de memória é a visual, que pode ser mensurada através de testes psicológicos. De acordo com a Resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) N.º 002/2003, em seu  Art. 16º, a utilização de testes psicológicos que não constam na relação de testes aprovados pelo CFP, salvo os casos de pesquisa, é considerada uma falta ética (Conselho Federal de Psicologia, 2003). Para tanto, o CFP disponibiliza um endereço eletrônico em que agrupa todos os instrumentos e sua respectiva situação de uso (se favorável, desfavorável ou em análise). Esse sistema de avaliação de testes psicológicos (Satepsi) pode ser consultado através do endereço http://satepsi.cfp.org.br.

Em pesquisa ao sítio eletrônico, realizada no mês de Agosto de 2016, foram encontrados 162 testes considerados como favoráveis para uso no Brasil. Destes, 14 eram testes de memória. O constructo memória visual é avaliado por 7 instrumentos, sendo eles: Teste de memória visual para o Trânsito (MVT), Teste Pictórico de Memória Visual (TEPIC-M), Teste de Memória Visual (TMV), Teste de Memória Visual de Rostos (MVR) – Adaptação Brasileira, Figuras Complexas de Rey e o Teste de Retenção Visual de Benton (BVRT).

 

O que é revisão da literatura?

 

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A revisão da literatura é uma etapa inicial, porém, fundamental, de todo trabalho científico e acadêmico. É impossível pensar na elaboração e, consequentemente, no desenvolvimento de numa pesquisa científica ou na produção de um artigo científico sem uma boa revisão da literatura. Afinal, o que é revisão da literatura?

Noronha e Ferreira (2000, p. 191) define a revisão da literatura como: “estudos que analisam a produção bibliográfica em determinada área temática, dentro de um recorte de tempo, fornecendo uma visão geral ou um relatório do estado-da-arte sobre um tópico específico, evidenciando novas ideias, métodos, subtemas que têm recebido maior ou menor ênfase na literatura selecionada.”

Ela não pode ser confundida com o levantamento bibliográfico. A revisão da literatura requer a análise da produção bibliográfica.

Referência

NORONHA, Daisy P.; FERREIRA, Sueli M. S. P. Revisões de literatura. In: CAMPELO, B. S.; CONDÓN, B. V.; KREMER, J. M. (orgs) Fontes de informação para pesquisadores e profissionais. Belo Horizonte: UFMG, 2000.